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Dia do Estudante: veja como estão antigos alunos da Rede

No dia 11 de agosto é comemorado o Dia do Estudante. A comemoração teve início em 1927 , e, segundo o site Brasil Escola, seu marco foi 100 anos, em 1827, quando Dom Pedro I autorizou a criação das duas primeiras faculdades do Brasil: a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo. Os estudantes da RJE são chamados para o protagonismo e estarem no centro da aprendizagem em nossas Unidades. A Rede tem um compromisso com a formação integral dos alunos e estimula, desde cedo, a participação em diversos projetos desenvolvidos pelos colégios para que os estudantes possam se tornar cidadãos ativos e possam contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Em comemoração, trouxemos as histórias desses antigos estudantes pelo país, das três regiões do Brasil que temos Unidades. Confira:

Artur Fernando Sanco Brito e Laura Mendonça Menke do Colégio Anchieta (Porto Alegre, Rio Grande do Sul).

Artur, aprovado no vestibular para o curso de Administração Pública e Social na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), participou do Voluntariado, Magis Inovação, SINU, Miniempresa (Presidente), Socioambiental e Grêmio Estudantil (Vice-Presidente). “Cada ‘projetinho’, como eu, carinhosamente, apelidei-os, desenvolveu-me de alguma maneira. Os anos enquanto voluntário no Asilo Santa Cruz oportunizaram uma ampliação na minha visão de mundo, atentando-me às desigualdades e à necessidade de promover mudanças sociais. As minhas participações nas edições do Magis me tornaram conhecido pelos colegas como ‘o Menino Magis’ pelo meu engajamento e pela perda da inibição. O que me abriu portas para ousar e exercer liderança em projetos como a SINU, a Miniempresa e o Grêmio Estudantil. Esses foram essenciais, uma vez que fomentaram em mim artifícios direcionados em comunicação,  resolução de problemas e criatividade.  Além disso, os três amadureceram meu olhar pragmático, expondo-me a situações reais que exigiram que eu usasse minha bagagem, a fim de encontrar soluções, prever problemas e os resolver. Assim, os meus ‘projetinhos anchietanos’ me tornaram mais proativo e capaz de encarar com mais ‘casca’ os desafios que virão pela frente”, completa.

Laura, 3º lugar no vestibular para o curso de Psicologia na PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), participou do Grêmio Estudantil, do Magis Inovação, do Socioambiental, das Simulações das Nações Unidas (SINU), da Coordenação do Espaço Magis Anchieta – Exercícios espirituais e do Grupo de Vida Cristã. “Os projetos formaram uma das partes de mim, que mais me traz orgulho. Participando das propostas do Espaço Magis, pude descobrir minha capacidade de protagonismo dentro da minha própria caminhada, aprendi sobre o trabalho conjunto e me permiti descobrir novos caminhos de impactar as pessoas, com liderança e inovação”, conta.

Catarina Parente Marquez e Thomaz Martins de Figueiredo Mendes do Colégio Santo Inácio (Rio de Janeiro, RJ)

Catarina Parente Marquez, 17 anos, concluiu o Ensino Médio no CSI em 2020. Aprovada para o curso de Pedagogia, na UFRJ, e para Direito, na PUC-Rio, a jovem teve uma intensa participação nos projetos de formação integral durante os anos em que estudou no Colégio, como o EFI (Encontro de Formação Integral). Esteve presente em diversos encontros de formação e de jovens inacianos, participou de retiros, fez trabalho voluntário e ainda foi vice-presidente do grêmio estudantil.

Catarina acredita que essas atividades a ajudaram a se conhecer melhor, a desenvolver seu projeto de vida e a entender seus próprios objetivos. “Além disso, aprendi a me conectar melhor com os outros, comigo e com Deus. Aprendi sobre empatia, solidariedade e como colocar isso no dia a dia”, conta a antiga aluna, que também participou da ONU Colegial (simulação das conferências da Organização das Nações Unidas), da Semana Santa Jovem e fez a preparação para Crisma no CSI. Uma trajetória marcada pela dedicação plena e pelo empenho às atividades acadêmicas e religiosas.

Para Thomaz Martins de Figueiredo Mendes, que também finalizou o Ensino Médio no ano passado, todos os projetos de que participou contribuíram para o seu desenvolvimento como pessoa. “O aluno normalmente busca apenas as notas e essas atividades me ensinaram que a vida é mais do que isso e que nós precisamos desses momentos para nos conhecermos melhor e, assim, nos tornamos pessoas melhores”, ressalta.

Com 18 anos, o jovem foi aprovado para Direito na UFRJ, na PUC-Rio e na FGV. Também está em quarto lugar na lista de espera para o mesmo curso na USP.

Durante a vida acadêmica, Thomaz participou de projetos como o EJI e Arapiuns e fez voluntariado na ACVM. Assim como Catarina, fez a formação da Crisma no CSI e esteve presente em algumas edições da ONU Colegial. Bom de bola, o antigo aluno também fez parte do time de futsal do Colégio. 

Dafny Miranda e Karina Camilo do Colégio Santo Inácio (Fortaleza, Ceará)

A aluna Inaciana Dafny Miranda começou a sua jornada no Santo Inácio em 2007 e finalizou em 2020, com o ingresso no curso de Licenciatura Plena em Educação Física, na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Segundo ela, para estar estudando em uma universidade de referência nacional é preciso estar aberto a conhecer novas realidades e ter alto nível de responsabilidade e maturidade para criar projetos que irão contribuir o desenvolvimento científico estadual. 

Sempre estudiosa e aplicada, Dafny atribui a motivação principal para a escolha do curso,  ao incentivo esportivo que o Colégio Santo Inácio proporcionou, por meio de aulas de Educação Física, com uma estrutura completa, professores excelentes oportunidade de representar a escola em competições esportivas com a seleção de basquete feminino. 

“O Colégio Santo Inácio é uma escola que me fez vivenciar momentos muito especiais, que ficarão marcados para sempre em minha memória, já que aprendi inúmeros valores durante mais de 10 anos em que estudei nessa escola, afinal a educação que recebi será para toda a vida”, completa. 

Karina Camilo iniciou sua caminhada no Colégio Santo Inácio aos quatro anos de idade e passou pelo segmentos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. Agora, cursa o primeiro semestre no curso de Química, na Universidade Federal do Ceará. A jovem universitária afirma que adora contar a história de sua escolha pelo curso. “Eu estava no nono ano e com um professor que cobrava muito em química, era meu primeiro ano também na ONHB (Olimpíada Nacional de História do Brasil). Foi após uma sugestão de leitura, pedi à professora do laboratório de Química uma sugestão, e ela me recomendou o “Livro do Brown”, que é usado na educação superior. Segundo ela, era muito didático e dava para eu aprender por ele. Realmente funcionou, e o que era apenas uma dúvida se tornou uma paixão pela matéria. 

“Durante toda a minha jornada de 10 anos no CSI, eu recebi muito, tanto da formação acadêmica, quanto humana. O perfeito equilíbrio dos dois”, diz. 

A pedagogia inaciana e o projeto de vida

É interessante observar como esses valores da pedagogia inaciana vão se se enraizando na vida dos estudantes e na sua formação como seres humanos, à medida que vão avançando na vida escolar, e como isso se reflete no seu desempenho acadêmico. 

Os colégios jesuítas estão cientes da importância de seu papel na educação desses jovens, há uma alegria em ver o potencial de alunos e antigos alunos ganhando contornos mais sólidos e roga ao fundador que continue iluminando a toda a comunidade escolar para que sigam firmes nessa missão de serem testemunhas vivas do Evangelho do Ressuscitado.