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XIV ONU Colegial mobiliza alunos do Santo Inácio

Um dos eventos mais importantes e aguardados do Colégio Santo Inácio do Rio de Janeiro aconteceu este mês. A XIV ONU Colegial, que promove simulações inspiradas nas assembleias das Nações Unidas, reuniu, entre 02 e 05 de julho, mais de 300 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Em seis comitês, os estudantes debateram temas como políticas para o fim da apatridia, a saída do Reino Unido da União Europeia, as guerras civis do Iêmen e do Líbano, as mudanças climáticas e políticas para o desenvolvimento sustentável, além da descolonização de Angola.

Em discurso na abertura do evento, o diretor-geral do CSI, Pe. Ponciano Petri, conclamou todos a uma valiosa reflexão: “o que o diálogo poderia evitar?”, num recado para que os alunos valorizassem, ao longo do encontro, a pertinência das discussões com base em dados e fatos, mas sem perder o foco nas necessidades e nos sentimentos humanos, ressaltando que vivemos a “globalização da indiferença”, que atinge migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humanos, entre outros.

Para viabilizar o encontro, que é organizado e conduzido pelos próprios estudantes, foram cinco meses de organização e mais de 70 horas de reuniões para elaboração de materiais e treinamentos. O resultado foi um intenso engajamento dos alunos durante os debates nas comissões.

No encerramento, o secretário-geral da XIV ONU Colegial, Pedro Jatene, destacou a dedicação de todos os alunos neste modelo: “A palavra que resume todo o trabalho da ONU Colegial, seja do lado da organização ou dos delegados, é sacrifício. Perdemos aula, provas, momento de descanso, de estudo, momentos com a família”.

Como todos os anos, a experiência marcou profundamente os participantes. “O que é a ONU Colegial? Obviamente a resposta fácil seria dizer que é um evento tradicional dos organismos internacionais, em que debatemos questões mundiais. Mas para todos vocês que estão aqui não é só isso. Eu concluí que, para mim, a ONU Colegial é um espaço como nenhum outro. É um espaço de aprendizado, amadurecimento, trabalho em equipe e debate. Um espaço de discussão de igual para igual, independentemente de cor de pele, sexualidade, gênero, religião ou qualquer possível preconceito”, resumiu o subsecretário do evento, Leonardo Rigon.